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Dólar opera em alta e chega a R$ 3,49; BC intervém
11/11/2016
Na véspera, moeda fechou em alta de 4,73%, a R$ 3,3614.
Foi o maior patamar de fechamento desde julho.
O dólar opera em alta, chegando a encostar em R$ 3,50 nesta sexta-feira (11), com a continuidade do nervosismo com o governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, levando investidores estrangeiros a desmontarem posições em países emergentes, como o Brasil, segundo a agência Reuters.
Às 10h59, a moeda norte-americana subia 1,37%, vendida a R$ 3,4075. Veja a cotação do dólar hoje.
A moeda chegou a bater R$ 3,4976 na máxima do dia, com alta acima de 4%, segundo a Reuters. A última vez que a moeda fechou acima de R$ 3,49 foi em 3 de junho, a R$ 3,5243.
Acompanhe a cotação do longo do dia:
Às 9h09, alta de 2,56%, a R$ 3,4476
Às 9h19, alta de 3,38%, a R$ 3,475
Às 9h29, alta de 3,6%, a R$ 3,4826
Às 9h39, alta de 3,37%, a R$ 3,4747
Às 9h59, alta de 2,58%, a R$ 3,4484
Às 10h39, alta de 2,36%, a R$ 3,441
Às 10h49, alta de 1,59%, a R$ 3,415
A vitória de Trump na corrida à Casa Branca tem deixado os mercados financeiros globais temerosos, diante de suas posições mais radicais e imprevisibilidade. A preocupação é de que sua política econômica seja inflacionária e, assim, obrigaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a elevar os juros na maior economia do mundo, com potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, motivando, assim, uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real.
Por isso, o dólar tinha novamente um dia de altas expressivas sobre outras moedas, como o peso mexicano.
Trump fez um discurso na quarta-feira considerado conciliador após sua vitória, diferentemente do estilo agressivo adotado em toda a sua campanha, o que reduziu um pouco o temor nos mercados financeiros.
Apesar disso, os investidores devem permanecer estressados até ter conhecimento do que de fato o presidente eleito vai conseguir colocar em prática das propostas radicais que anunciou em sua campanha, destaca a Reuters.
Intervenção do BC
Diante desse cenário, o mercado acabou dando de ombros para o anúncio do Banco Central de que fará leilão de até 15 mil contratos de swap tradicional, equivalente à venda futura de dólares, depois de sete meses.
Com a forte turbulência no mercado cambial no Brasil, o BC voltou a anunciar que fará leilões de swaps tradicionais, depois de passar meses apenas oferecendo swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. Ambas as modalidades têm o objetivo de evitar oscilações bruscas da moeda, como fortes altas e baixas.
Serão 15 mil contratos tradicionais com vencimento em 1º de fevereiro de 2017 e 1º de março de 2018, para rolar os swaps que vencem em 1º de dezembro, o equivalente a US$ 6,490 bilhões. Segundo o BC, caso a rolagem seja integral, o estoque de swaps tradicionais será mantido em US$ 24,106 bilhões.
"Não seria de estranhar se o BC fizer alguma atuação surpresa nessa manhã para ajustar esse exagero (da alta do dólar)", avaliou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, à Reuters.
A tensão entre os operadores era grande neste pregão, com alguns achando que o dólar poderia até mesmo ir a R$ 3,60 no curto prazo.
"Se o lote integral (de swaps tradicionais) for vendido e a moeda continuar nos atuais níveis, acho que o dólar pode ir a R$ 3,60 já na segunda-feira", comentou o operador da mesa de renda fixa e derivativos da corretora Mirae, Olavo Souza.
Na véspera, a moeda norte-americana avançou 4,73%, vendida a R$ 3,3614. Segundo a Reuters, foi a maior alta diária de fechamento desde 22 de outubro de 2008, quando subiu quase 6%. Tratou-se também do maior patamar de fechamento desde 7 de julho, quando o dólar encerrou a sessão vendido a R$ 3,3659.
Na véspera, moeda fechou em alta de 4,73%, a R$ 3,3614.
Foi o maior patamar de fechamento desde julho.
 
Dólar começa a semana em queda, abaixo de R$ 3,20
31/10/2016
Na sexta-feira, a moeda dos EUA subiu 1,29%, vendida a R$ 3,1965.
Na semana passada, o dólar avançou 2,42%,
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (31). Investidores esperam volatilidade do câmbio nesta sessão, por causa da formação da taxa Ptax de final de mês (taxa de câmbio calculada pelo BC que serve de referência para contratos), além do fim do prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior.
Às 9h09, a moeda norte-americana caía 0,18%, a R$ 3,1908
Segundo a Reuters, o comportamento da moeda no exterior também permanece no radar, depois de o FBI conseguir um mandado para examinar emails recém-descobertos relacionados a um servidor privado usado pela candidata à Presidência Hillary Clinton, além da expectativa pela reunião do Federal Reserve e dados do mercado de trabalho norte-americanos.
Interferência do BC
O Banco Central anunciou um leilão de linha de até US$ 3 bilhões para rolagem de contratos já existentes.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Último fechamento
O dólar fechou em alta na sexta-feira (28). O mercado entendeu que a alta do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos pode incentivar um aumento na taxa de juros no país em dezembro. A briga pela formação da Ptax (taxa de câmbio que serve de referência para contratos) de final de mês também influenciou, segundo a Reuters.
A moeda norte-americana subiu 1,29%, vendida a R$ 3,1965.
Na semana, o dólar avançou 2,42%. No mês de outubro, acumula queda de 1,7%. No ano, a moeda perdeu até esta sexta  19%.
Na sexta-feira, a moeda dos EUA subiu 1,29%, vendida a R$ 3,1965.
 
Sancionada lei que aumenta limite de faturamento para entrar no Simples
28/10/2016
O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (27) o projeto de lei que estabelece novos limites para o enquadramento de micro e pequenas empresas no Simples Nacional e amplia o prazo de parcelamento das dívidas tributárias dessas companhias.
Com as mudanças, o limite máximo de faturamento anual para que uma microempresa seja enquadrada no Simples Nacional passa de R$ 360 mil para R$ 900 mil.
No caso das pequenas empresas, o teto passa de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões. A lei também aumenta de R$ 60 mil para R$ 81 mil o teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI).
Com relação ao pagamento de dívidas tributárias, a nova versão da lei amplia o prazo de 60 para 120 meses.
O Supersimples foi criado em 2006 para reduzir a burocracia e facilitar o recolhimento de tributos pelos micro e pequenos empresários.
'Investidor-anjo'
A nova lei cria ainda a figura do "investidor-anjo", para ajudar as start-ups a conseguir investimentos para colocar seus produtos no mercado. Assim, a empresa recebe investimentos sem que o investidor necessariamente se torne sócio do novo empreendimento.
Durante a cerimônia de sanção da lei, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos disse que mais uma etapa da lei da micro e pequena empresa está sendo cumprida e que cerca de 600 mil empresas desses portes encontram-se em situação de inadimplência (dívidas em atraso) com a Receita Federal.
Com os novos limites de enquadramento, segundo ele, muitas empresas poderão se manter no Supersimples. "As empresas perdem o medo de crescer [e acabar saindo do Supersimples]", disse.
O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (27) o projeto de lei que estabelece novos limites para o enquadramento de micro e pequenas empresas no Simples Nacional e amplia o prazo de parcelamento das dívidas tributárias dessas companhias.